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30 de out. de 2015

Latinoware 2015 - Impressões

Este ano eu tive a honra de ter sido convidado a palestrar na Latinoware XII, em Foz do Iguaçú. De volta à meu quadrado, uma leva de e-mails trocadas entre palestrantes, participantes e organização comemorou a realização com sucesso do evento.

De fato, eu não tenho um "á" para falar da organização: foi perfeita! E mesmo sendo um evento sem grandes patrocínios, eu fui alocado a um hotel de excelente qualidade, tive alimentação farta, transporte em dia, tudo. Fantástico mesmo. Já trabalhei em organizações de eventos e sei da complexidade e do pesadelo que é uma coisa desse porte.

E sobre o conteúdo? Puxa, gostei demais! Aprendi sobre coisas novas, incluindo contêiners, que estão na moda. Conheci gente bacana e revi pessoas - destaque para a oportunidade de uma vida que ganhei de tomar café-da-manhã com o próprio shiver-me-timbers Maddog. Excelente sujeito, cara de visão, empreendedor. A melhor parte foi receber algum ânimo dele com a desesperadora situação nacional. ;-) Thanks, sir.

Naqueles e-mails trocados, algumas pessoas falaram de gente que detratou o evento. Não mencionaram quem, e para mim isso foi muito pior que não falar nada, porque agora eu sei que alguém tem uma opinião cuja a maioria dos participantes discorda, mas não sei qual. Ao invés de rebaterem quaisquer colocações que foram feitas, apenas chamaram de troll alguém que escreveu alguma coisa, e deram o caso por encerrado.

Relevância

Não querendo cutucar nenhuma ferida, ou ferir algum ego, ofender alguém etc.  afinal eu fui como convidado, representando o SERPRO, eu não perguntei nada a ninguém e procurei por algo.

Na boa, procurar algo que você não sabe o que é, sobre um assunto meio ignorado, na Internet, é loucura. Não dá para achar nada. Mas eu achei alguma coisa:
Por quê o Luiz Queiroz não vai à Latinoware.

Esse post pode ser lido na íntegra neste link.

Não tenho argumentos para discordar dele. De fato, SL no governo brasileiro nunca funcionou, e agora está encolhendo em passos firmes.

Acho que essa é a única percepção minha que não encontrou eco nos e-mails de felicitações da turma. Por que ninguém tocou nos problemas de TI do governo?

Não sei. E não quero perguntar. Não me sinto livre para isso, pois tenho medo de ficar marcado negativamente por um povo que, no fundo, quer apenas ajudar.

17 de jan. de 2014

Software Livre na Computerworld

Quando um assunto aparentemente insular aparece em um grande veículo de comunicações é porque ele está chegando ao mainstream. Software Livre acabou de ganhar um post sobre suas vantagens de negócio na Computerworld:



Resumindo:
  1. Reduced costs
  2. Improved quality
  3. Business agility
  4. Reduction of risks
Como eu sempre argumento por aqui, valor de licença é sempre a coisa menos importante associada a SL. Custos em geral, agilidade, riscos e ROI são os fatores mais apelativos quando se compara SL com SP.

Eu não costumo re-postar ou manter em inglês, mas era isso ou não fazer (estou com muito pouco tempo.)

28 de out. de 2013

Resultados do Programa Serpro de Software Livre 2013

Acabei de saber que será feita uma vídeo-conferência na qual o Serpro vai anunciar algo sobre o Programa de Software Livre. Será que, mais de dez anos depois, finalmente o Serpro conseguiu uma norma para desenvolver Software Livre?

Evento: Apresentação dos resultados do Programa Serpro de Software Livre em 2013
Data:    01/11 /2013
Hora:   09:00 às 12:00
Local: Curitiba - Sala de Videoconferência

Deve haver algum link para isso em algum lugar, mas não me passaram. Se eu descobrir, postarei aqui.

Dedos cruzados!!
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Atualização!

Consegui links para a vídeo:

Será que finalmente veremos um plano de negócios com Software Livre para o governo brasileiro? Ou só mais burocracia? Se for esse o caso, será que vai ser algo do tipo estéril, como o e-Ping? Ou algo libertador como uma licença GPL? Suspense!!!

8 de out. de 2013

Uma Antiga História

Durante dois anos eu coordenei um comitê de Software Livre no Serpro, e tentei trazer minhas heréticas idéias capitalistas para o uso do SL no Serpro. Não tive sucesso - claro, era uma pretensão desmedida - mas tive alguma satisfação em ao menos ter proposto um modelo de negócio com SL diferente do que o Serpro faz (normalmente desenvolvemos tudo em casa - exceto bancos de dados, talvez.)

A minha proposta valia-se da observação de Micheal Tiemman, trazido pelo Serpro para o Consegi 2009, de que "SL é para a indústria do Software o que a miniaturização foi para a de Hardware."

Eu fiz uma apresentação dessa proposta para o Marcos Vinicius Mazoni, em 2012, que reconheceu o curioso da idéia. Naquele dia eu considerei minha missão cumprida - tinha adicionado a minha proposta à discussão - e deixei o posto na eleição seguinte.

Eu nunca mais voltei no assunto, mas acho que idéias devem sempre ser divulgadas, já que uma idéia que não deu em nada pode vir a alimentar outra, que talvez injete algo em uma outra idéia e assim por diante, até que um dia o Homem voa, chega ao Espaço, cura uma doença.

E aqui está, censurada para não expor dados da empresa, os pontos principais da minha apresentação.

Proposta de Negócios Baseados em Software Livre, Fábio de Salles (2012)

Naquela época, julho de 2012, ainda era um tipo de novidade, mas que já se firmou como uma idéia própria (eu não estava tão fora da marca, afinal.) O próprio SourceForge possui uma iniciativa nessa direção, o Enterprise-Ready Open Source Projects. E eu tenho certeza que vi alguém montar uma arquitetura semelhante à minha proposta, mas não achei o link - se é que eu o guardei...

O próprio Micheal Tiemann dizia:
(...)if everybody thinks it's a great idea, it probably is, and if nobody thinks it will work, I'll have no competition! M. Tiemann
Oxalá esses slides adubem alguma cabeça! ;-)

7 de fev. de 2013

LibreOffice 4.0 Tá Fora!!!

Ou seja, foi lançado, saiu etc. (Consegui dar um susto? Hehe...)

A Document Foundation anunciou o lançamento do LibreOffice 4.0!

Primeira coisa quando chegar em casa hoje, banho nas crianças! Daí jantar, aula EAD na 4Linux (eu sou o instrutor) e finalmente, DOWNLOAD!!!! :-D

24 de dez. de 2012

Feliz Natal e Livre Ano Novo!

Àqueles que me acompanham, obrigado pela companhia. Esse blog foi montado para trazer um pouco da visão pragmática e de negócios que precisa nortear os empreendimentos - mesmo os sem fins lucrativos - para o mundo do Software Livre. Para aqueles que aqui estiveram em busca dessa visão, obrigado pelas visitas e espero ter ajudado em algo.

Para aqueles que passaram por aqui e não entenderam muito bem o que eu quis dizer, por favor, voltem novamente e perguntem!

A a todos, tragam perguntas, desafios, problemas. Eu tenho muito sobre o que falar a respeito da vantagem que SL traz às organizações, mas serei muito mais feliz em meus objetivos se contar com sugestões de vocês.

A todos um Feliz Natal e um 2013 cheio de realizações!

31 de out. de 2012

Palestra para Turmas na Fatec

Ontem estive na Fatec novamente, reapresentando a palestra SL & Empregabilidade que eu fiz no 14o. Congresso Tecnológico deles, e depois para um bate-papo mais aberto (desculpe pelo trocadilho não-intencional, hehe.)

Eu fui a convite da Profa. Neide Aquemi, que ministra o curso de Software Livre. Ela é uma grande entusiasta do assunto, e já ministra esse curso há algum tempo.

À professora, obrigado pelo convite. Aos alunos, obrigado pelo tempo e espero ter ajudado em algo. Vocês têm a vida toda pela frente, e há grandes oportunidades no mundo para SL. Boa sorte!

P.S.: eu vou soltar a palestra no próximo post - essa semana se tudo der certo!

24 de set. de 2012

RedHat Atinge o 4o Lugar na Lista de Mais Inovadoras da Forbes

Ok, isso não é bem um post - é mais uma pequena reportagem. Eu li a chamada no LinkedIn e depois usei o Google para chegar até a página da lista, propriamente dita.

Esta página traz o perfil da RedHat - uma coisa americana demais para o meu gosto, muito numérico, sem graça.

Já esta outra página, How Innovative leaders maintain their edge, fala sobre o que os autores X e Y acreditam que é a raiz de uma empresa inovadora:

How well companies leverage people, process, and philosophies (what we call the 3Ps) differentiates the best in class from the next in class when it comes to keeping innovation alive and delivering an innovation premium year after year.

Em tradução livre e suscinta, eles dizem crer que são os três "P"s a raiz das melhores empresas em suas classes: Pessoas, Processos e Philosofia (sorry pela forçada- seria estranho dizer "os dois Ps e o F".)

Eu esperaria que eles analisassem cada aspecto separadamente, quadradinhamente, mas eles foram mais espertos que a média: eles não parecem acreditar que há separação entre pessoas inovadoras e processos ou filosofias inovadoras. Ficou difícil; deixe-me inverter a ordem das coisas: parece que os autores da classificação pensam que filosofia inovadora e processos inovadores são criados e mantidos por pessoas inovadoras, e isso gera valor para a empresa (e seu acionistas.)

Eles continuam e tentam identificar no líder maior de cada empresa traços que provem que eles estão certos. Conviver com gente de humanas me ensinou a ser mais cauteloso nessas avaliações, mas eu posso dizer que eu concordo com eles nos pontos principais:
  • Empresas inovadoras têm líderes inovadores.
  • Esses não apenas tentam ser inovadores, mas eles procuram despertar essa atitude nas pessoas ao seu redor, e por toda empresa.
  • Eles não aceitam o próprio ponto de vista sem disputa. Ao invés disso, buscam quem possa desafiá-los, quem possa mostrar outros pontos de vista e tirar deles aquela certeza.
Eu conheci o vice-presidente da RedHat, Michel Tieman. Eu não diria nem de longe que ele é um cara inovador, per se, mas das poucas conversas que eu fiquei com a impressão que a Red Hat não se vê como uma empresa, do tipo que vende um produto. Ele parecia mais um cara de comunidade, que aceitava a responsabilidade de levar adiante uma empresa nada comum.

Se a Red Hat é inovadora de verdade, acho que eu nunca vou saber. Mas aparentemente o mundo acha que é, e pelo jeito estão pagando (e bem) por isso. Parabéns, Red Hat!

10 de ago. de 2012

Provando o Próprio Remédio

Há algum tempo eu criei um projeto aberto de BI chamado ApacheBI. É uma solução básica de BI para tratar e monitorar os logs do Apache. Recentemente uma pessoa da lista do Pentaho Brasil perguntou sob qual licença ele está.

Ahn? Licença? Ppptttuuuuuiiiiiii....

Só então eu me dei conta que meu trabalho, publicado no SourceForge, aberto e livre, não tinha nenhum tipo de licença!

Fácil de resolver: é só escolher uma.

...
....
.....

E qual escolher???

Ok, isso eu já sei: livre para usar, modificar, distribuir e distribuir modificado.

Eu também não proíbo ninguém de vender nada com o meu projeto embutido - fico feliz se conseguir usá-lo para ganhar dinheiro. Pensando um pouco, eu não quero que ele venda o meu trabalho como se fosse dele. Logo, tudo bem ganhar dinheiro desde que não seja cobrando por algo que outro fez. Eu não ligo se você montar um BI Server, implantar meu projeto e cobrar por ter montado e implantado a solução. Mas vou ficar bravo pacas se você colocar o meu projeto num pendrive e vender tudo por muito mais que o pendrive vale. Não foi você quem fez, quem disse que pode usurpar meu esforço e cobrar por ele???

E o que mais? Com certeza eu vou gostar de ver meu nome (e do Edu) nos créditos de um sistema que use o ApacheBI. Logo, eu quero que quem use saiba de onde veio. E quero que o cliente que comprar ou baixar qualquer coisa com o ApacheBI embutido possa acessar o mesmo código que deu origem ao produto.

Por outro lado, se o integrador adicionar know-how à minha solução antes de vendê-la, eu não vou obrigá-lo a mostrar o segredo dele. Se ele quiser abrir a extensão, fine. Se não quiser, fine too. Afinal, eu posso decidir sobre o meu trabalho, em acordo com o Edu, mas não sobre o de outrem.

Eu apreciaria imensamente receber dicas, sugestões e patchs para melhoria do ApacheBI, mas se alguém o alterar e não quiser mostrar, ok. Não acho certo forçar ninguém a nada.

Resumindo, preciso de uma licença que dê:
  1. As quatro liberdades básicas - uso, distribuição, alteração, distribuição da alteração.
  2. Obrigatoriedade de mencionar que embute o ApacheBI.
  3. Obrigatoriedade de informar onde achar o código-fonte.
  4. Liberdade para empacotar o ApacheBI com código proprietário e fechar a solução.
E aí, qual licença dá isso?

15 de jun. de 2012

Software Livre na Secretaria de Saúde do Pará

Acabo de ler a notícia que a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará construiu uma solução de BI com Pentaho para análise georreferenciada dos dados coletados pelo Ministério da Saúde. Eu fiquei sabendo disso pelo LinkedIn, que divulgou o post no blog do Márcio Vieira, da Ambiente Livre (que é a empresa que treinou esse pessoal.)

Eu comento mais sobre o "BI" desse caso no meu blog dedicado ao assunto, o GeekBI.

10 de abr. de 2012

SPZ2000 Ok no Ubuntu 10.10

Depois de quebrar minha webcam xing-ling de tanto forçar seu ajuste de foco, fiz uma pesquisa rápida na web por webcams da Philips (tenho uma no trabalho que é muito boa.) Achei algumas opções e resolvi procurar nas ruas pela SPZ2000.

Minha única dúvida era: funciona no Linux? O site da Philips não ajudou muito, mas, numa loja onde encontrei a webcam, a vendedora me fisgou com uma proposta irrecusável: se não funcionar, ela devolveria o dinheiro.

Pois muito bem, comprei a câmera, voltei para casa, liguei e - voi-là! - funcionou na hora, de primeira! :-)

Resumo da ópera e dicas:
  • Padrões, quando são seguidos, são bons porque reduzem a chance de problemas. (E isso é uma das coisas da MS que me irrita: padrão, só se for o deles.)
  • Quando comprar produtos para Linux, pergunte se funciona. Se o vendedor tiver interesse em te vender, ele pode arriscar o "se não funcionar, devolvemos seu dinheiro."
  • Se ele não oferecer, peça: se não funcionar, devolve o meu dinheiro? Já deu certo comigo, pode dar certo com você.
  • Poste no fórum do seu SO/SL: vai ajudar quem precisa de referência a ganhar segurança. (Esse é meu post sobre minha máquina.)
Até mais!

19 de mar. de 2012

O Mercado de Trabalho do Software Livre é Social

Há algum tempo eu venho pregando a idéia de usar SL como blocos para construir soluções mais robustas, completas e complexas. No início eu estava inseguro sobre essa idéia - afinal, me parecia que eu era o único a acreditar e falar sobre isso.

Mais tarde eu descobri que uma pessoa realmente importante e que realmente entende do assunto também dizia o mesmo: Michel Tiemann, VP da Red Hat. Tive a imensa satisfação de poder conversar com ele pessoalmente durante o Consegi'09, e lá passei a ter a certeza messiânica de que essa idéia tinha futuro. Mas ainda era uma certeza muito pessoal, muito baseada na minha intuição. A realidade ainda não havia sido posta à prova.

Até que eu me inscrevi no LinkedIn e comecei a acompanhar algumas coisas. E eis que se cristaliza o conceito de Lego de SL em um projeto (com um nome que pode melhorar muito!)

Agora, mais uma vez no LinkedIn, eu sigo uma notícia e descubro que jBoss e eXo Portal foram integrados em um framework chamado GateIn.

Não pude deixar de concluir duas coisas:
  1. Lego Software Livre (LSL): não é mais uma idéia, já é um fato. Se vai dar certo, é a próxima pergunta.
  2. O mercado de trabalho de Software Livre provavelmente vai se fortalecer em portais sociais, como o LinkedIn.
A Era do SL^2?

O primeiro é muito importante: chegamos a um ponto de inflexão, e a partir daqui não há mais volta. A qualidade, complexidade e completude das soluções de SL vão crescer cada vez mais rapidamente. Já não será um crescimento linear ou quadrático, mas exponencial, pois cada novo pedaço de SL vai abrir campo para muitas outras combinações. Cada melhoria em um componente vai causar melhorias nas montagens (a solução Lego Software Livre, por falta de um nome menor ou mais inteligível - por um momento me passou na cabeça SLSL ou SL2.)

Vamos ver como isso vai evoluir. Mas eu escrevi esse post mesmo foi para falar do segundo item, então vamos em frente.

Referências

O segundo é um mero sinal de nossos tempos, esperado, mas não menos importante.

Você quer levar sua empresa de SL adiante? Então viva dentro de sites como LinkedIn, Facebook etc. Não digo que você pode abrir mão deles se sua empresa for, digamos, indústria de autopeças ou fábrica de tecido. Muito pelo contrário. Mas a natureza das empresas que buscam SL como opção é diferente das empresas que seguem os rumos já traçados do mercado clássico, bem como as empresas que fornecem SL são diferentes das que vendem licenças e serviços de SP.

Faça um Gedankenexperiment: coloque-se no lugar de um gerente de departamento de TI, com opção de adotar uma solução SL ou SP. Você já tem proposta de vários fornecedores, já sabe quais produtos te atendem melhor etc. Tudo resolvido. Nesse momento, segundo o Michael Bosworth, você fica com o pé frio. E se tudo der errado? E se nada funcionar? E se isso, e se aquilo?

O que todo mundo faz hoje, quando tem uma dúvida? Googles it.

É nesse momento que os sites de relacionamento profissional pesam: você pode ver a quem seus fornecedores estão ligados e pedir opinião dessas empresas e pessoas. Você pode conhecer os empregados deles, quem saiu, quem entrou, e talvez descobrir alguns porquês. Você pode ver além do terno engomadinho, da bolsa de marca, dos sapatos e perfumes dos vendedores - você pode se conectar à vida deles se eles tiverem essa vida on-line. Quem estiver no mercado virtual formado por esses recursos tem uma clara vantagem sobre quem não estiver. Quem for bom, se destacar no mercado e se expuser, terá corpos e corpos de vantagem sobre qualquer outro mais acanhado. Se você quer se destacar, apareça!

Em um mercado onde raras empresas de SL possuem marcas fortes como uma Impacta, uma 4Linux, ou mesmo a IBM, estar na vitrine das redes sociais vai fazer toda a diferença. Para empresas pequenas e médias, que representam a maioria quando se fala em SL, são esses locais virtuais que vão lastrear suas marcas e dar as suas referências para o mercado.

12 de mar. de 2012

Vingou

Você sabe que uma determinada idéia vingou quando começam a surgir suas aplicações de nicho. Diga lá: se você fosse uma imobiliária e quisesse fazer um site, para turbinar seus negócios, o que faria?

Provavelmente compraria esse serviço pronto, ou pagaria um hospedeiro e construiria uma página no braço.

Bom, qualquer que seja o caminho, ele acabou de ganhar uma mão do Software Livre:
Open4Listing
Open4Listing is a free and open source solution for the creation of a corporate website with classifieds. Developed mainly for Real Estate Agents, Brokers and Real Estate Professionals, Open4Listing is also used in other fields of activity, such as Auto Parts Sales, Heavy Industry Machinery Sales or Short Term Accommodation Rentals.

Open4Listing is powered by PHP and MySQL and was created by INFO CITY SRL, the company which developed several real estate portals, such as us-estate.com or reqAfrica.com.

The software is SEO-friendly, AD free and can easily be modified to meet users needs. With Open4Listing you can easily change colors, themes, implement a business logo or create categories and subcategories. To change any of these, follow the instructions on Open4Listing.com, sections Tips and Tricks or How To.

Open4Listing is a free and open source software licensed under version 3 of the GNU General Public License.
Esse anúncio saiu no LinkedIn: Open source classifieds website.

Francamente, não há mercado com o qual eu tenha menos contato ou saiba menos. Mas alguém achou que ele representa uma boa oportunidade de investimento e, contrariando a opinião do Sr. Gérson Schmitt, resolveu inovar e construir uma aplicação exclusiva para isso. Tão específica que até a questão de SEO foi levada em conta! E não é experimental: já existem vários casos! (Olhe no site deles.)

Uau! Me digam se isso não representa o sucesso da idéia de Software Livre? Vingou ou não vingou?

7 de mar. de 2012

Precisamos Explodir a Enterprise


Essa notícia  é um pouco antiga:

Software Livre tem 3% de Participacao no Mercado Nacional
A participação do software livre no mercado nacional de software e serviços é de 2,95%, segundo a 7ª edição da pesquisa “Mercado Brasileiro de Software — Panorama e Tendências” encomendada pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) e realizada pela IDC. O que equivale a US$ 0,5 bilhão

O estudo aponta que após uma década de apoio ostensivo de muitos representantes da gestão pública no país, em especial do governo federal, e bilhões de reais aplicados neste modelo, o desempenho não foi satisfatório.

“A pesquisa confirma o que os empresários têm alertado ao governo há anos sem serem ouvidos: o modelo de software livre não produz inovação, demanda mais mão-de-obra, remunera menos toda a cadeia produtiva, não é alto sustentável e seria praticamente inexistente em termos de PIB sem o governo como seu protagonista. Não entendemos a quem interessa insistir em mais uma década com uma estratégia que não tem resultados macro-econômicos relevantes, consome recursos milionários e ainda doa conhecimento estratégico em TI produzido com recursos públicos para concorrentes internacionais, que representam mais de 50% dos downloads do portal do software público”, Gérson Schmitt, presidente da Abes, em comunicado oficial enviado à imprensa.

Segundo a pesquisa, o mercado brasileiro de software e serviços cresceu 21,3% em 2010, e movimentou cerca de US$ 19,04 bilhões.
O grifo é meu. Essa pesquisa foi feita pela Abes. A Abes é uma organização muito importante para o Brasil, que representa os interesses das empresas de software, que emprega milhares de brasileiros e presta grandes serviços a todos nós. Por exemplo, ela é uma das principais empresas brasileiras na ação contra a pirataria de software, uma praga que destrói valor, que joga no lixo o trabalho de muita gente.


A declaração do presidente da Abes é muito interessantes. Ele diz, entre outras coisas, que SL:
  • Não produz inovação;
  • Demanda mais mão-de-obra;
  • Remunera menos toda a cadeia produtiva.
O que ele fala é verdade, mas (e esse é um grande mas) eu conheço o mercado de SL e sei que esses fatos não se prestam à interpretação crua.

Vamos revê-los.

Não produz inovação


É razoável supor que a inovação a que o presidente da Abes se refere seja, no mínimo, a inovação como entendida por empresas que produzem software - inovaçao em software. Criação e desenvolvimento de novos produtos.

Sob esse ponto de vista, eu acredito que ele está 100% correto. Software Livre dificilmente inspira uma empresa a criar algo novo, já que a venda de licença e serviços será mais complicada. Melhor exemplo é a Apple, que volta e meia é criticada por comunidades de SL dizendo que usaram e abusaram, e devolveram muito pouco (a mesma crítica que a Canonical recebe da comunidade Debian.

Demanda mais mão-de-obra

Como ele avalia isso? Não consigo imaginar, e não estou em posição de ir lá perguntar a ele. Mas posso sugerir uma hipótese: 100% de um departamento de TI que usa 100% de Windows resolve adotar, sei lá, RedHat. Esse departamente vai precisar contratar no mínimo alguns profissionais a mais. No futuro esse departamento pode treinar seus outros empregados para dar suporte aos novos produtos, mas com certeza precisará de mais gente, e hoje. Ou seja, usar SL significou aumentar o quadro.

Outra hipótese é que essa mudança se dá por conta de crescimento: ao invés de continuar com o que tem, resolvem investir em SL. Novos empregados, que seriam contratados de qualquer forma, contratação motivada pelo simples crescimento, vão ser contratados para esses novos produtos. Há menos mão-de-obra para SL que para outros. Logo, os salários são "diferenciados", o risco de turn-over aumenta, tudo se complica.

Eu diria que ele também está certo nesse caso, ainda que não posso dar mais certeza que no item anterior, já que eu tenha apenas um chute razoável sobre o critério aqui.

Remunera menos toda a cadeia produtiva

De novo, concordo com ele. Software Livre não faz parte da cadeia produtiva da indústria de software proprietário, e usá-lo significa esvaziar essa cadeia. São menos pessoas trabalhando nessa cadeia.

Será?

Vejamos de novo os argumentos, aproveitando o conhecimento que eu tenho sobre o mercado de Softare Livre.

Não produz inovação ?

Veja esses links:
O mais legal é que o artigo original saiu em junho de 2011, um pouco antes da pesquisa da Abes.

Em outras palavras, SL livre é o petróleo da inovação do mercado de capitais norte-americano na década de 2000. Sua existência mudou as regras do jogo. Me pergunto como deve ser esse cenário no Brasil.

A Pentaho Corporation foi fundada para unificar projetos de SL (dai o nome) e ganhar dinheiro vendendo Software Livre e serviços. O impacto do Pentaho foi tão grande que empresas de software proprietário lançaram versões SoHo e Cloud gratuitas (como a líder do mercado MicroStrategy.)
  • A comunidade de SL do Pentaho desenvolveu sua parte do bolo, também: um português que volta e meia nos visita, o grande Pedro Alves, codificou um framework de dashboards tão bom que a própria Pentaho o adotou ao invés de criar o seu.
  • Tom Barber e equipe estão desenvolvendo um novo visualizador OLAP, que deve substituir o jPivot completamente em breve.

A partir do trabalho de seu fundador, Miguel Valdes Faura, no OW2, a empresa Bonitasoft criou uma solução de automação de BPM (um BPMS) que praticamente definiu o padrão dessa solução no mercado de SL. Tamanho foi o sucesso desse conceito que grandes empresas de SL seguiram a idéia e lançaram concorrentes.

Finalmente, cheque meu post  Calibre sua Biblioteca.

Demanda mais mão-de-obra?

Vejam meu post Salários de especialistas Linux em alta nos EUA. Lido a frio, o comentário do presidente da Abes parece depor contra ele: não é bom aumentar a demanda por mão-de-obra? Isso não significa mais empregos? Como nós não temos a informação sobre o contexto no qual ele se expressou, não podemos seguir essa linha de raciocínio.

Por outro lado, pense um pouco: se é correta a hipótese de SL não se adequa ao mercado "clássico" de software, então estamos falando de um mercado novo, com enorme potencial de crescimento, tanto em empregos quanto em faturamento.

Existe uma empresa especialista em SL (no Brasil) que tem uma equipe de TI própria (para suas próprias necessidades) menor que a média da categoria. Eles conseguem ter um quadro menor porque usam 100% de SL para tudo. A experiência deles mostra que, embora não seja óbvio nem fácil fazer, usar SL e jogar pesado com RH tem um impacto sensível no quadro de empregados e no faturamento da empresa. Na experiência deles, seu quadro de TI tem proporcionalmente menos mão-de-obra que as outras empresa do mesmo porte e negócio. (Eu preciso conseguir autorização para publicar esse caso - é bom demais! Mas eles não querem chamar a atenção!!!)

Finalmente, qualquer adoção de novos softwares (e não apenas mais do mesmo), livre ou proprietário, traz embutida a pressão por mais mão-de-obra. O que diferencia uma pressão da outra?

Remunera menos toda a cadeia produtiva?

Que cadeia produtiva? Como comparar a cadeia produtiva de SL, que é simplesmente diferente da de SP?

Veja só isso:
  1. Uma empresa de pequeno-médio porte não pode arcar com custos típicos de soluções de BI.
  2. Uma empresa de SL oferece a esse mercado pequeno-médio soluções de BI mais em conta, usando Pentaho, com desenvolvimento, capacitação e suporte.
  3. Seus profissionais são treinados por outras empresas, de pequeno-médio porte, que vendem treinamento na plataforma e em BI.
  4. Essas empresas de treinamento desenvolvem ou compram o material de curso e...
  5. ...Para isso contratam profissionais, CLT ou freelancers.
  6. Esses profissionais investem na sua própria educação, para se manter atualizados e manter atualizados os cursos.
Isso não é só um exercício de imaginação! Busquem na web por suporte e treinamento em Software Livre! Veja quantas pessoas e empresas existem, no Brasil, nesse mercado.

Empresas como a Pentaho, a Bonitasoft, RedHat, Canonical, Compieri, EnterpriseDB e tantas outras possuem suas próprias cadeias de fornecimento, nas quais são empregadas muitas pessoas, e - mais que isso - atendem segmentos que tem menos capacidade de arcar com a estrutura e custos requeridos por muitos softwares proprietários e que são indispensáveis hoje em dia.

É, pura e simplesmente, um outro mundo, novo, com muito espaço para crescer.

Só para constar: a Bonitasoft com certeza está demandando mais mão-de-obra.  :-)

Conclusão

A Abes é uma grande organização (no sentido de importância e seriedade, não no tamanho), a serviços de empresas sérias e competentes, de um mercado importante e vibrante, no Brasil e no mundo. Ela existe no contexto da produção de software tal como um carro produzido em uma indústria de automóveis, que tem seu próprio orgão de apoio (a ANFAVEA.) Como um brasileiro cioso da responsabilidade que todo governante tem em gastar bem o nosso dinheiro, é esperado, é até uma postura moralmente imposta, que ele faça essas perguntas. Tem meu total apoio e fico feliz que ele as tenha feito.

Porém, como destaca Gary Hamel em seu livro O Futuro da Administração, pessoas mais vividas, experientes, tendem a se ligar emocionalmente com o que acreditam correto, e tem mais dificuldade de executar a quinta lição de liderança de James T. Kirk: às vezes é preciso mandar a Entreprise pelos ares (figurativamente, claro, já que ela literalmente faz isso o tempo todo), para poder continuar em frente.

O fato de o presidente da Abes estar certo, dentro de suas premissas, não muda o fato de que ele está errado, se o mercado estiver passando por uma evolução. A Abes simplesmente não representa esse mundo, esse mercado de SL, que teima em surgir, crescer e dar dinheiro a muita gente.

A Enterprise está explodindo! Todos para a sala de teleporte!! ;-)

19 de dez. de 2011

Como Montar uma IBM de Software Livre

Eu sempre acreditei que, usando SL, eu posso criar uma empresa que não fabrique nenhum produto, mas mesmo assim fature alto com soluções de TI. A idéia é bem simples, até. Por exemplo, vamos dizer que um ministério lance um edital para isso:

Precisamos de um sistema para pagar conveniados do programa X, com todos os pagamentos a partir de R$100k auditados, com interface web para o conveniado acompanhar seu processo de pagamento e/ou auditoria, para que ele possa tomar as providências necessárias. Queremos que todos esses números apareçam no Portal da Transparência automaticamente, atualizado mensalmente. Todo acesso dos conveniados e funcionários da administração pública federal devem ser controlados com criptografia.

Até ontem à noite, eu não tinha uma idéia clara de como montar essa empresa, que pudesse atender esse tipo de demanda com SL. Minha visão, para mim, sempre foi muito clara – empresa três-em-um: Centro de Dados + Software House + Soluções. Se, eventualmente, o cliente decidir usar o próprio CD ou de um terceiro, como o Serpro, a empresa poderia passar tudo para lá facilmente (eu construiria as soluções para rodar em máquinas virtuais, como uma nuvem.)

Dai, digamos que essa empresa examina sua linha de produtos de SL (todos adotados, nenhum inventado por eles) e concluem que:

  • O módulo financeiro de um ERP (Compieri, digamos) pode controlar as contas do convênio.
  • Um AlFresco pode manter scans da documentação.
  • Um Bonita Open Solution pode executar o fluxo de auditoria.
  • Um eXo Portal pode ser o link com o conveniado.
  • Uma solução de BI com Pentaho pode publicar os relatórios no Portal da Transparência.
Suponha que apenas metade desses aplicativos suporta SSO com criptografia. Como resolvemos?

Assim:
  • Cada SL em uso na nossa linha de produtos tem sua própria equipe de desenvolvimento.
  • Enquanto o 2/3 da empresa cuida de montar a infra-estrutura (CD) e implantar a solução (Soluções) o outro 1/3 (Software House) define as funcionalidades necessárias que ainda não existem.
  • Em conjunto com a comunidade, as equipes de cada um desses programas evolui o SL.
  • Na última etapa da implantação, a infra-estrutura atualiza o SL para a última versão comunitária, que foi desenvolvida por essa empresa hipotética.
Na verdade, já existem empresas que fazem isso para si mesmas: usam tudo livre e quando um determinado software não tem tudo, eles pagam alguém para fazer e devolver a contribuição à comunidade. Assim eles ganham duas vezes, com o resultado e alimentando o círculo virtuoso do SL.

E existem empresas como a Pentaho e a RedHat, que também fazem isso. Só que elas dão manutenção apenas nos seus próprios softwares, e tem um foco mais ou menos estanque. Elas atendem aqui e pronto. A minha idéia é um passo adiante: vender soluções e atuar como integrador, que é uma prática habitual no mercado de automação industrial.

O truque é a equipe de desenvolvimento: usar Scrum para dar manutenção em SL, como se essa equipe não fosse da empresa, mas uma equipe da comunidade que, por acaso, podemos direcionar para onde precisarmos. Se, de repente, não há demanda interna para melhorias em um determinado produto, essa equipe pode colaborar implementando as melhorias demandadas pela comunidade.

Há um grande impecilho nisso tudo: a equipe de vendas. Imagine ter especialistas em trocentos assuntos diferentes numa mesma pessoa, capaz de examinar a necessidade do cliente e desenhar uma solução Lego com SL. Provavelmente cada equipe de venda teria um especialista em pares de assuntos (Bancos de Dados e SO, BI e ERP, Workflow e BPM etc.), com um generalista capaz de analisar a demanda do cliente e definir a estratégia de implantação.

A vantagem competitiva viria do fato de essa empresa ser especialista na integração e ser co-autora em todos esses SLs. O preço também precisa ser competitivo, claro, mas com o custo de hardware caindo e a sofisticação dos SLs aumentando, isso não deve ficar caro.

17 de out. de 2011

Re-Sourced

Quando eu descobri um cara (Marco Garcia) aqui no Brasil que ensinava Modelagem Dimensional tal como havia aprendido com o Ralph Kimball em pessoa, eu não tive dúvidas: fiz o curso com ele. Foi muito bom, e eu recomendo!

O Prof. Coruja teve a sorte de conseguir esse conhecimento diretamente da fonte! Um dia eu chego lá!

11 de out. de 2011

CARACA!

Estava limpando a lambança que eu fiz postando o vídeo no YouTube e descobri esse:

http://www.youtube.com/watch?v=IdX72gi-peo&feature=related

Não apenas tem uma entrevista sobre SL do Jô Soares, como (pasmo!) um dos caras que aparece ali, o Júlio Neves, é o coordenador nacional do programa Serpro de SL - (um dos quatro) meu chefe!!!

Show! :-)

CEO Out, CEO In

Pois é, só vi agora, mas é de 4/10: não é que o Richard Dalley saiu do cargo de CEO?? Ele ficou no board, com iniciativas estratégicas, relacionamento com parceiros e clientes e outras coisas grandes (literalmente). Quem ficou no lugar é o Quentin Gallivan, que fez e aconteceu em uma pá de empresas, e gerou um monte de grana.

Estou meio ressabiado. Quem viu o BI Server 4.0, já deve ter notado as mensagens dizendo que os componentes jPivot e AdHoc Reporting não receberão mais desenvolvimento, e que estão ali por cortesia.

E agora eles trazem um cara com uma "proven ability to lead top-performing teams, his passion for the analytics market and his track record in driving shareholder value". Shareholder value é uma daquelas expressões que significam coisas inerentemente ruins. É muito bom para o dono da empresa, mas nem sempre para os clientes. Espero que ele consiga agregar o aspecto SL no valor para o acionista. Foi isso que tornou o Pentaho famoso e adorado. De outra forma, ninguém nunca teria se interessado por (mais) um produto no mercado de SP BI.

Eu deixei um comentário para o Richard Dalley.

Misturada Louca

Estou testando uma solução do Serpro nas três plataformas: BI Server 3.6, 3.8 e "3.9" (que é a 4.0, na verdade.)

Fora ter que corrigir a 3.6 para não dar o erro XULo, eu preciso purgar o cache do Firefox entre os testes de cada plataforma. Quando eu voltei da 4 para 3.6, a tela ficou assim:
BI Server 3.9.6? BI Server 3.6.9?
Quem já está acostumado vai notar que os ícones da barra de ferramenta da PUC estão com os ícones do BI Server 4. Ainda não fechei o Firefox (depois da purga) para ver se é algum cache mais imediato. Pode ser que suma.